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Câncer de pele:
conheça, observe, previna.

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum no Brasil. Mas também é um dos que melhor respondem ao tratamento — desde que diagnosticado cedo. Aqui você encontra o que precisa saber para identificar sinais de alerta e proteger sua pele.

Tipos principais

Os três cânceres de pele mais comuns.

— Mais comum

Carcinoma Basocelular (CBC)

Responde por cerca de 70% dos cânceres de pele. Crescimento lento, raramente se espalha para outros órgãos. Mas quando ignorado, pode causar grande destruição local — especialmente em áreas como nariz, pálpebras e orelhas. Tratamento adequado tem excelente prognóstico.

— Segundo mais comum

Carcinoma Espinocelular (CEC)

Cerca de 20% dos casos. Tem maior potencial de invasão profunda e, em situações específicas, pode dar metástases. Aparece com frequência em áreas cronicamente expostas ao sol e em cicatrizes antigas. Diagnóstico precoce muda completamente o cenário.

Sinais de alerta

A regra ABCDE para suas pintas.

Observar sua pele com regularidade salva vidas. A regra ABCDE é uma ferramenta simples para identificar pintas que merecem avaliação médica.

A
Assimetria
Uma metade diferente da outra quando dividida ao meio.
B
Bordas
Irregulares, denteadas, mal definidas ou borradas.
C
Cor
Variação de tons na mesma pinta — marrom, preto, vermelho, branco, azul.
D
Diâmetro
Maior que 6 mm — embora melanomas possam ser menores.
E
Evolução
Mudança recente em tamanho, cor, forma, sintomas (coceira, sangramento).

Fatores de risco.

Alguns fatores aumentam a chance de desenvolver câncer de pele. Saber quais se aplicam a você é o primeiro passo pra um acompanhamento adequado.

  • Exposição solar cumulativa ao longo da vida — sem proteção
  • Queimaduras solares graves, principalmente na infância
  • Pele clara, olhos claros, cabelos loiros ou ruivos (fototipos I e II)
  • Histórico familiar de câncer de pele, especialmente melanoma
  • Muitos nevos (pintas) ou nevos atípicos
  • Imunossupressão — transplantados, doenças autoimunes em tratamento
  • Uso de câmaras de bronzeamento artificial
  • Exposição ocupacional — trabalhadores ao ar livre sem proteção

Prevenção diária.

A prevenção do câncer de pele não é nenhum mistério — mas exige consistência. As recomendações:

  • Protetor solar FPS 30 ou maior, todos os dias, mesmo nublado. Reaplicar a cada 2 horas em exposição.
  • Evitar sol entre 10h e 16h, quando os raios UVB são mais intensos.
  • Proteção física: chapéu de aba larga, óculos com proteção UV, roupas com proteção UPF.
  • Sem bronzeamento artificial — comprovadamente cancerígeno.
  • Autoexame mensal da pele, do couro cabeludo aos pés, incluindo regiões pouco expostas.
  • Avaliação dermatológica anual — ou mais frequente conforme seu fator de risco.

Se você notou uma pinta nova, uma pinta que mudou, uma ferida que não cicatriza ou qualquer lesão que te chama atenção — agende uma avaliação. Não espere.

Mapeamento corporal digital.

Pacientes com muitos nevos, nevos atípicos ou histórico familiar de melanoma se beneficiam do mapeamento corporal digital — fotografia de alta resolução de todas as pintas do corpo, com dermatoscopia. Permite comparar imagens ao longo do tempo e detectar mudanças sutis que o olho clínico sozinho poderia perder.

Quando tratar com Mohs.

Quando o câncer de pele aparece em áreas nobres como a face, tem subtipo agressivo, é recidivado ou apresenta limites mal definidos, a Cirurgia Micrográfica de Mohs é a técnica de escolha: até 99% de cura, com a menor remoção possível de pele saudável. Saiba mais sobre a técnica →

Avaliação

Tem alguma pinta que te preocupa?

Agende uma avaliação. Identificar cedo é o que faz toda diferença.

Falar com o Dr. Ricardo